Pular para o conteúdo principal

Postagens

A noite em que a Força Aérea Brasileira caçou um ovni

O objeto, diz a FAB, voava mais rápido que o som, e mesmo assim fazia zigue-zagues e ora se aproximava, ora se afastava, desafiando as leis da física.

Por Salvador Nogueira

Era uma noite estrelada, em 19 de maio de 1986. Às 23h15, chegou a informação de que a torre de controle de São José dos Campos, no interior de São Paulo, havia avistado luzes de cores amarelo, verde e laranja se deslocando sobre a cidade. Ao mesmo tempo, sinais foram detectados no radar em solo. O primeiro a observar o fenômeno foi o coronel Ozires Silva, então recém-nomeado presidente da Petrobras (antes, tinha comandado a Embraer). Ele estava a bordo do avião Xingu PT-MBZ e viu uma dessas luzes. “A visibilidade era uma beleza. Uma noite toda estrelada, típica do mês de maio. E entre as estrelas eu vi um clarão, um objeto ovalado. Parecia um astro. A diferença é que astro não aparece no radar”, disse o fundador da Embraer numa entrevista. “Voei na direção dele. E, enquanto me aproximava, ele começou a desaparece…
Postagens recentes

Nem Trump conseguiu negar a existência das mudanças climáticas, diz físico do IPCC

POR SALVADOR NOGUEIRA
De questão discutível, a contestação das mudanças climáticas se tornou puro negacionismo ao longo da última década. A afirmação é de Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e membro do IPCC, o Painel Intergovernamental para Mudança Climática da ONU. “A ciência prevaleceu.”

“Veja que interessante: mesmo o presidente Trump, no discurso em que anunciou a saída do acordo de Paris, ele não anunciou a saída porque ele ‘não acredita’, entre aspas, no efeito estufa etc. e tal. Não. Ele aceitou que existem as mudanças climáticas, ele aceitou a necessidade de fazer redução de emissão de gases de efeito estufa, ele só acha que a maneira como foi negociado o Acordo de Paris é prejudicial aos interesses americanos. Isso é muito importante observar”, disse Artaxo ao Mensageiro Sideral.

Antes de se tornar presidente, Trump havia chegado a dizer que o aquecimento global era uma fraude perpetrada pelos chineses — ignorando (ou talvez optando por ignorar) que a imensa m…

Arquivo | Relatos extraterrestres – Gama, Distrito Federal

Na noite de 17 de abril de 1991, um avião da Aeronáutica, que havia decolado da Base Aérea de Anápolis, avistou um Objeto Voador Não Identificado nos céus do Gama, no Distrito Federal. Segundo relato do piloto, enviado ao Núcleo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, o objeto possuía forma circular ou triangular, nas cores amarelo, branco e vermelho, e foi observado durante 50 minutos. Na imagem, Ofício n° 29 do Centro de Operações de Defesa Aeroespacial relatando a ocorrência. O documento foi enviado à 6ª Subchefia do Estado Maior da Aeronáutica em 19 de abril de 1991.

Fundo Objeto Voador Não Identificado. BR_DFANBSB_ARX_308




Para consultar o acervo do Arquivo Nacional, acesse: http://www.arquivonacional.gov.br/index.php/consulta-ao-acervo/sian-sistema-de-informacoes.html

FONTE: ARQUIVO NACIONAL

Planeta Dez: Dados indicam mais um planeta no Sistema Solar

Visualização artística do gelado Planeta Dez, que ainda deverá ser observado diretamente. [Imagem: Kathryn Volk/Renu Malhotra/New Scientist]

Quintal desconhecido

Depois dos indícios da existência de um nono planeta no Sistema Solar - o ardentemente procurado Planeta Nove - agora novos dados indicam que o Sistema Solar pode ser ainda mais populoso do que se pensava.

Kathryn Volk e Renu Malhotra, da Universidade do Arizona, nos EUA, acabam de encontrar indícios da existência de um décimo planeta em nosso sistema - o Planeta Dez.

Os indícios surgiram quando as duas astrônomas rastreavam as regiões além de Netuno, no chamado Cinturão de Kuiper, que começa a partir das 55 unidades astronômicas (ua) - ou seja, 55 vezes mais longe do que a distância do Sol à Terra. Foi uma onda de descobrimento de um grande número de corpos celestes poucos brilhantes nessa região que ajudou a desclassificar Plutão como planeta.

Planeta Dez

Volk e Malhotra rastrearam vários objetos nessa região e verificaram…

A busca por ondas gravitacionais oficialmente vai partir para o espaço

Levou cerca de cem anos entre a criação da teoria da relatividade geral de Albert Einstein e a confirmação de uma de suas previsões mais malucas, as ondas gravitacionais. Portanto, naturalmente, as pessoas têm sido especialmente céticas quanto a financiar projetos caros para observá-las com mais afinco. Mas agora que os experimentos estão de fato encontrando ondas gravitacionais, cientistas estão prontos para dar o próximo passo: ir para o espaço.

A Agência Europeia Espacial (ESA, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira que havia aprovado o Laser Interferometer Space Antennae (LISA), um observatório espacial de onda gravitacional. E isso é importante. Se e quando os satélites forem lançados em 2034, eles abrirão todo um novo domínio da astronomia, permitindo-nos estudar as colisões mais violentas no universo: buracos negros supermassivos que se acumulam na fusão de galáxias.

“É um tipo diferente de análise”, contou Imre Bartos, pesquisador da Universidade Columbia, em entrevis…

Astrônomos da USP decifram como se forma o vento dos buracos negros

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DE UM BURACO NEGRO SUPERMASSIVO NO CENTRO DA GALÁXIA NGC 3783 (FOTO: ESO/M. KORNMESSER)

Estudo publicado em revista inglesa detalhou os mecanismos por trás das violentas rajadas de vento produzidas pelo buraco negro supermassivo no centro da galáxia NGC 1068

Buracos negros ocupam um lugar especial no imaginário popular: talvez nenhum outro objeto astronômico exerça tanto fascínio na mente das pessoas. Mas acontece que a imagem segundo a qual eles se consolidaram, de monstros famintos que devoram toda e qualquer coisa que passa perto, pode não ser tão realista assim.

É o que sugere um novo estudo dos astrônomos brasileiros João Steiner e Daniel May, ambos do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, que acaba de ser publicado na revista inglesa Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. A conclusão dos pesquisadores contraria o senso comum — os buracos negros expulsam boa parte do gás que fica no centro das galáxias ao invés d…

NASA começa a discutir missões para os gigantes gelados Netuno e Urano

A humanidade não tem contato com Urano há mais de 30 anos, desde que a espaçonave Voyager 2, da NASA, passou rapidamente pelo planeta em 24 de janeiro de 1986. Agora, um pessoal da NASA e de outros lugares está defendendo a criação de missões para Urano e seu companheiro gigante gelado, Netuno, que poderiam acontecer em algum momento das próximas décadas.

O relatório de 529 páginas, preparado por uma equipe de cientistas e lançado neste mês, elucida os benefícios de se visitar esses mundos lamentavelmente pouco estudados. Netuno e Urano, os chamados gigantes gelados, são diferentes de Júpiter e Saturno (os gigantes de gás) no sentido de que sua massa é de aproximadamente 65% de água e outros gelos, como metano e amônia. Apesar de saberem tão pouco sobre os gigantes gelados, os cientistas por trás do estudo da nova missão sugerem que esses planetas são incrivelmente comuns em nossa galáxia. Uma missão para um dos dois poderia nos ajudar a entender melhor os exoplanetas que ainda não e…